O ALAGAMENTO DO SITCOM
Depois de ter passado uma noite inteira de véspera de feriado pesquisando um trabalho de sociologia sobre as mulheres no mercado de trabalho (desde o descobrimento do Brasil), preparei-me para o ato de dormir (se é que vocês me entendem), por volta das 3 da manhã. Bastou o tempo necessário de 25 minutos para que a chuva que estava caindo inundasse a varanda da minha casa. Minha mãe, nesse momento, invade o quarto clamando por ajuda (...) Ajuda minha, naquele momento, vinha um pouco lenta. Mas tudo bem, levantei da cama, esperei o momento do "teto" e segui adiante.
Quem já foi na minha casa, sabe que a sala tem dois ambientes: um de chão de azulejo (que liga à varanda) e um de sinteco de madeira. Divididos por um degrau. Pois bem, esse degrau contribuía para que pequenas ondas se formassem na direção da porta da rua, apartamento adentro.
Era uma situação desesperadora. Minha mãe gritava que a madeira ia ficar podre (enquanto tentávamos tirar a água da varanda com grandes bacias). Minha tia, no meio da chuva, repetia de cinco em cinco minutos: “Agora, sim, o ralo ta funcionando...”, enquanto tentava desentupir o referido. Meu tio levava de um lado para outro as pesadas e infinitas bacias de água para que fossem despejadas em algum lugar, e reclamava da cortina de vidrilhos do corredor, que ele sempre e tanto odiou. Era surreal. Eu não estava naquela situação. Foi quando me perguntei ONDE ESTARIA A ROBERTA, SÓCIA DE BLOG? A cachorra tinha ido (pasmem!) para o Sauipe Fest e escapado de tudo aquilo. Passamos um tempo rindo sobre isso, e as coisas perderam a graça de novo. Já estávamos há muito tempo em movimentos repetitivos. E continuamos por muito mais tempo. Fui dormir porque a chuva deixou.
Acordei com o prédio sem luz. A caixa que guarda o disjuntor também foi inundada e queimou o dito cujo. A Coelba não conserta e hoje é feriado. Sobrou para o McGiver do prédio, o SuperPinho. Fiquei sem luz até 17:57hs... Do feriado... Quando a luz voltou, fui correndo postar toda essa saga, mas ela ainda não havia terminado: o computador queimou. A CPU. Acredite se quiser...
Mas tudo bem. Amanhã eu vou pro Rio.
Escrito por M. às 09h49
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